Chuva

Livre e descontrolada, cai
Na face inóspita da terra
Disfarça as lágrimas,
Do ímpio coração do mundo,
Num choro profundo
Purifica cicatrizes, maleitas
Promessas não cumpridas
Almas desfeitas.
Cai a seu belo prazer,
Renova,
A carne seca e apodrecida,
De uma consciência,
Outrora adormecida, perdida,
Leva no seu leito,
O cheiro da morte,
Destrói o fraco, o efémero,
Deixando a vida florescer
Uma oportunidade,
Para novo ser
A chuva cai,
Impávido observo
Sem nada puder fazer

JPVG

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