Pertencer a uma familia numerosa

          Hoje em dia existem muitos tipos de família: grandes, pequenas, ricas, pobres, generosas, etc…Eu tenho o orgulho de pertencer a uma família numerosa! Um dos 12 filhos que nasceu em 18 anos!! Feito que não é para qualquer um!!!

            A igreja sempre viu a família como uma imagem da união da Santíssima Trindade: O Amor do Pai gera o Filho e de Ambos procede o Espírito Santo. O amor dos esposos é então um reflexo do Amor de Deus, sendo desse amor que nascem os filhos. Os meus pais seguindo esse conceito de família tiveram os filhos que Deus quis, nunca metendo qualquer restrição à vida!

            Numa família cristã à partida o casal deve estar sempre aberto à vida, pois através da concepção o Homem participa nos Desígnios da Criação de Deus. Deus serve-se do Homem para criar novas vidas e por esse motivo apela a sua generosidade, acabando por ser um acto de egoísmo quando um casal unido no matrimónio impede a todo o custo a vinda de novos seres.

            No fundo o objectivo principal de uma família cristã é imitar a Família de Nazaré tendo Cristo presente em todos os momentos da sua vida e se for essa a vontade de Deus gerar bons filhos de Deus!

Uma Família desta grandeza não é fácil de manter, pois existem inúmeras dificuldades no dia-a-dia mas nada é impossível. Basta ter fé, vontade e muita dedicação! Sendo nós uma família cristã vemos cada novo dia, cada nova dificuldade como uma oportunidade de sermos melhores, mais humildes. Entendemos cada obstáculo como uma prova do amor de Deus para nos aproximarmos mais d’ Ele e tornarmo-nos melhores Cristãos.

            Como diz S. Josémaria Escriva, num dos pontos do seu livro “Caminho”: “Vês? Um fio e outro e muitos, bem entrançados, formam esse calabre, capaz de Levantar pesos enormes.

– Tu e os teus irmãos, unidas as vossas vontades para cumprir a de Deus, sereis capazes de vencer todos os obstáculos.”

Portanto tenho de ter sempre fé em Deus e não esquecer que Deus conhece cada um de nós e nunca nos dá uma dificuldade que seja maior que a nossa capacidade para a ultrapassar.

            Como família numerosa temos a noção do significado “partilha”  e “sacrifício” bem definidos pois, sendo muitos, aprendemos desde novos a dividir os bens. Dessa maneira aprendemos a ser generosos, a pensarmos mais no próximo e não somente em nós próprios. Aprendemos também a viver quer com muito, quer com pouco.

            Utilizando as palavras de Jesus transcritas do Evangelho de S. Mateus: “Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes. (…) Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.”. Estou então consciente de que temos de manter um espírito de amor, amizade, entre-ajuda, de paciência, de caridade e sem conflitos uns com os outros, principalmente eu como segundo mais velho em relação aos mais novos. Mantendo assim um bom ambiente e estabilidade familiar.

            Também como mais velho tenho uma melhor noção da ajuda que é precisa e todos os sacrifícios que os meus pais fazem (pessoas que admiro muito) para governar uma casa assim. Tento então ajudar e dar o exemplo em tudo o que me é possível, porque ser mais velho não é só mandar ou ralhar com os mais novos, embora isso também seja necessário. Através de um bom exemplo de vida as pessoas começam a respeitar-nos mais, a querer imitar-nos, começando nas coisas pequenas e acabando em Deus.

              E são nas situações que mais nos custam, ou quando menos nos apetece que temos e devemos dar o exemplo e são também esses momentos que mais agradam a Deus. Como quando chego a casa depois de um dia cansativo de aulas e só me apetece ir descansar, ver televisão ou até mesmo ir ao facebook mas lembro-me que todos os outros estão tão também tão ou mais cansados que eu e que muitas vezes se não for o mais velho a tomar a iniciativa, (de arrumar a casa, preparar o jantar, etc…) os mais novos também não o farão porque eles seguem tanto os maus como os bons exemplos.

             Não só como cristão mas como irmão mais velho de uma família numerosa tenho presente todos os dias que é essencial não só ter muita paciência e dar um bom exemplo em tudo como também é essencial ter um enorme espírito de entrega ao próximo e às necessidades da família…pois a minha missão começa em casa!

                                                                                                                                JPVG (2011)

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