Oh Lisboa

Oh Lisboa,
Ultimamente pouco,
Juntos passeamos,
Culpa minha, sei bem,
Mas quando por,
Tuas colinas estamos,
Olho para ti
E já não te reconheço
Falas línguas que desconheço,
Tuas maneiras e tradições,
São cada vez mais,
Lembranças,
Vagas recordações,
Do tempo em que eras minha

Oh Lisboa!
Amante, por todos amada,
Deixa-te amar,
Num recíproco amor,
Entregando-te,
Sem perderes a tua identidade,
Sem ela, ficas crua,
Defraudando o que és oh cidade,
Tu que já conquistaste mundos,
Já foste Rainha dos mares,
E senhora das descobertas,
És agora por outros conquistada
Despojando-te de tudo,
Deixam-te sem nada.

Oh Lisboa,
Agora és do mundo,
E o mundo é a tua casa,
Mas de noite,
Onde os Boémios já dormem,
Onde já a ninguém pertences,
De noite, ficas nua,
E posas ao luar,
Mostrando a tua silhueta,
Verdadeira, pura,
Com já mazelas,
Pelo tempo deixadas,
Afinal a essência,
Singular, só tua beleza,
Incorruptível veemência,
Essa, manténs com destreza.

              JPVG
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s