Há anos

Há anos que faço anos,

Tantos quantos os que já vivi,

Tantas quantas emoções já senti.

0 tempo comigo se mistura,

Entre a sanidade e a loucura,

Num equilíbrio imperfeito.

Sem destino, deambulando,

Numa bruma de expectativa,

Vou a alma debruçando,

Há anos que os anos passam,

O saber vai crescendo,

Vou igualmente morrendo,

Até lá, aproveito!

O tempo parece não chegar,

Pessoas cruzam o meu caminho,

Outras vêm para ficar,

Cada qual deixando em mim,

O que tinha de deixar.

Há anos que faço anos,

Sim, não, talvez,

Duvidas e infindos porquês.

Decisões, escolhas, superação.

Errando até a perfeição,

Uma busca constante,

Daquela felicidade extasiante

Há anos que os anos passam,

Numa distorcida correria,

Tudo muda,

E eu mantenho-me o habitual,

Numa resguardada calmaria,

Eu me renovo

E tudo permanece igual.

Há anos que faço anos,

Há anos que os anos passam,

Numa retrospectiva,

Vou também passando,

Compondo a própria narrativa

Por anos que hão de vir,

Da vida ainda não vivida.

JPVG

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