ROSA

Cresce rebento, outrora delicado,
Primavera após primavera,
Até despontar, magnificente
A Rosa.
Jovial, elegante, pura, flagrante,
Invejando toda a outra flor,
Não tivesse ela sublime aroma,
A graciosidade, a mais viva cor!

Espinhos, crescem por vezes,
Deixai-os, são lindos!
Magoas, lições da vida,
Que embelezam,
Fortalecem e protegem,
De quem não te merece, compreende,
De quem a tua excelência não entende,

Há quem te cuide,
Para que desabroches,
Todo teu esplendor,
há quem te queira cortar, asfixiar,
Por tua beleza não suportar,
Por em ti não acreditar,
Ou mesmo, só para si te guardar,
Para o mundo não te olhar, saborear,
Não te roubar,
Há quem te ti se alimente,
Para pelos quatro cantos,
A tua semente, teu encanto, espalhar

Há quem te critique pelas falhas que por vezes tens,
Sem nunca reparar na boa aura que manténs,

E quando ignorada, recorda,
Flor, mesmo murcha é flor,
Nunca perde o seu valor,
Com o tempo,
O sol, a chuva, o vento,
Com o bem que a vida traz,
Naturalmente recupera seu fulgor

Amadura Rosa,
Outrora rebento,
Sem medos, sem receios,
Primavera após primavera,
humildemente vaidosa,
Intensificando, magnificente
A beleza, a fragrância,
Toda a tua elegância,

A todos, nada deves,
Nasceste para inspirar,
Existes para ser rainha,
Num jardim, num coração,
Num mundo,
Que sem ti,
Nada tinha.

       JPVG

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