Sozinho na noite 

Velo eu, sozinho…
Neste incógnito silêncio,
Que sem luz se propaga,
E em sonhos, todos afaga

Oportunamente,
As estrelas se vangloriam,
Naquele profundo infinito,
Tão desconhecido, quanto bonito

Velo eu, sozinho…
Com tamanha serenidade,
Vagueando meu pensamento,
Como a brisa ao sabor do vento

Impacientemente,
Aguarda, na dúbia bruma,
Algures, alguém, desamparado,
Na esperança de ser amado

Velo eu, sozinho…
Em parceria com tempo,
Que nunca pode ele, parar,
Para o ápice da quietude apreciar

Nostalgicamente,
Em memórias e recordações,
Afogo aquela minha saudade,
De tempos de liberdade,

Velo eu, sozinho…
Neste mundo adormecido,
Entre gente contemplando, descansada,
A beleza só perceptível de luz apagada

Velo eu, sozinho…
Neste incógnito silêncio,
Em busca do amanhecer…
Para que possa também eu adormecer…

JPVG
(21/01/2014)

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