Madrugada

Madrugada, tu que me trazes em tua beldade,
Esse amanhecer, com amarga brisa de saudade,
Daquilo que nunca possui, 
Do que outrora tive, e já perdi,

Teu coração, teu bem-querer, Tua existência… 
Eu, que te amando, só conheço tua ausência 
Teu nome me é indiferente…
Por onde andas exactamente? 

Penso em ti, porém só em ilusões te conheci,
Fosse mentira, o que te fez descurar de mim?
Ou fui eu, estupidamente,
Que não terei dado o suficiente?

Madrugada, tu que me trazes em tua beldade,
Esse amanhecer com amarga brisa de saudade,
Sem pressa traz-me um novo dia,
E com ele, ela, e sua companhia…

 

JVPG (15/08/2013)

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