Desliga-te

Desliga-te!

É difícil, cada vez mais, eu sei! É tanto o ruído, tanta a azafama. Tanto e tudo ao mesmo tempo, que tempo parece que não temos para nada. Mas temos! Preferimos é, muitas vezes gastá-lo em vez de aproveita-lo.

Desliga-te por um segundo que seja, de tudo. Desliga as notificações das redes sociais, descansa o dedo do instagram; Desliga o ecrã da televisão e do computador; desliga-te de queres saber tudo só porque o podes e não porque precisas…

Respira, deixa as vidas dos outros de lado e dedica-te à tua.

Já basta o tempo que passamos ligados, porque o trabalho assim o exige, porque a distância não o permite de outra forma, porque as saudades apertam. Já basta de fazermos e vermos tudo através de ecrãs.

Alivia essa carga sempre que podes.

Caminha sem auscultadores e ouve o mundo; Aventura-te em espaços verdes e sente a natureza; Escuta o vento e o som da brisa, da chuva, do riacho, dos animais que falam entre si sem que os percebas; Deixa-te levar pelas ondas do mar, pelas correntes de rios, pelos trilhos das florestas mais recônditas. Aproveita a beleza do mundo que te rodeia sem intermediários.

(Re)Aprende-te em livros e pessoas novas; em coisas novas; Pede desculpa; perdoa; agradece e dá graças. Descobre os teus limites, desafia-te, supera-te e desafia-te novamente.

Liga-te ao essencial, aos que te rodeiam e a ti mesmo. Sim, a ti mesmo! É tanto o desgaste do dia a dia que pouco paramos para pensar, refletir. Pensar não o que outros querem de nós, mas o que nós queremos de nós mesmos. De nos perdermos no silencio dos nossos pensamentos e da nossa alma. De nos sentirmos perdidos e achados em nós próprios e no(s) outro(s).

Liga-te ao que de verdade importa, está atento ao que te rodeia. Está de verdade com quem te rodeia; sem ansia de estar noutro qualquer lugar ou com qualquer outra pessoa, sem o stress de estar sempre a ver o que se passa no telemóvel.
Escuta realmente quem te fala, ama verdadeira e loucamente quem te ama. Fala de rosto visível, olhos nos olhos sem ecrãs, emojis ou teclados que te camuflem perante o outro.

Estar com o outro verdadeiramente começa a ser difícil se não nos soubermos despegar da internet. Conserva sempre as pessoas que te são queridas e as relações construídas dia a dia, pois no final é isso que conta.

Este ano desliga-te para não amoleceres, para não te arrependeres daquilo que podias ter sido, feito, conseguido; e não foste, fizeste ou conseguiste.

Não se muda o mundo mas através de ecrãs mas os eles mudam-te e escravizam-te se não houver auto-controlo e quando deres por ti já não sabes viver sem eles.

Desliga-te de tudo o que não interessa para que possas estar verdadeiramente ligado.
Para que possas viver a vida na sua plenitude.
Sem ecrãs, sem intermédios desnecessários, sendo simplesmente tu.

Bom ano para todos!

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