Silêncio

Encontrando-me, eu, sentado e pensativo
Notei inesperadamente tão estranha melodia
Brisa que sossegada carrega um som alternativo
Sereno escutava: era o nada, e nada ouvia

Estranha ausência nesta casa de algazarra
Onde, diariamente, reina a alegria e excitação
Parece sinistro esta inexistência bizarra
Que também faz bem; tenho essa sensação…

Algo que hoje, melancolicamente tão caro
Património que parece, por vezes, até raro!
Nostálgico num mundo deveras barulhento
Deveria ser-lhe erguido um monumento…

Usufrui convenientemente este exíguo tesouro,
Quietude que bem sabe; conforto duradouro…
Agora aproveita, antes que volte todo o turbilhão
E esse teu silêncio se perca no meio da confusão

Escrito a 11/08/2013

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