Eu sou

Paira a neblina neste dia de verão,

As dúvidas da existência, como um clarão,

Quem sou eu? Que faço aqui?

Serei eu quem gostava de ser?

E se não posso ser quem sou,

Que poderei eu fazer?

 

Paira a neblina neste dia de verão,

Eu sou! Exclama a voz do coração,

Sou mais questões que soluções,

Pela busca constante do infinito,

Sou esforço de amor em crescimento,

Tentando ser em cada momento.

 

Ninguém na busca de ser alguém,

Sou quem e o que posso, hoje,

Preservando agradecido, o ontem,

Com os olhos postos no amanhã,

 

Sou um artista escondido…

Sou um poeta esquecido…

Sou o génio incompreendido…

É, eu sou!

 

(Sou engenheiro. E tu quem és?)

 

Adaptado de um dos meus primeiros poemas escrito em 14/07/2013

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